sexta-feira, 2 de julho de 2010

Projetos do Brasão da Cidade de São Paulo

O Tudo Por São Paulo 1932 traz pela primeira vez na internet imagens raras dos projetos que originaram o Brasão da Cidade de São Paulo, e revela uma modificação sugerida pelo autor, mas que nunca foi implementada.

Conforme o post sobre os Brasões de São Paulo aqui publicado em abril, houve um concurso para a criação do Brasão de Armas da Cidade em dezembro de 1915. Na primeira etapa do concurso não houve nenhum vencedor, por conta disso foi aberta uma nova etapa que escolheu o projeto de Guilherme de Almeida e José Wasth Rodrigues.

Abaixo vemos os projetos de Guilherme de Almeida e Wasth Rodrigues: O do primeiro concurso que não foi aprovado e o do segundo concurso posteriormente adaptado para a versão atual.

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Em 1933 uma modificação foi proposta pelos autores: A inclusão de uma espada empunhada pelo braço armado.

A espada aparecia no segundo projeto de 1915, mas foi suprimida pela comissão que modificou o desenho.
Em 1932, esta mesma espada aparece nos diplomas da Campanha do Ouro, em detalhe aqui aumentado. Isso nos faz supor que a idéia da espada foi reavivada durante a Revolução.

Segundo Wasth Rodrigues a espada simbolizava São Paulo Apóstolo, D. Pedro I e o valor militar paulista. Infelizmente a modificação acabou não acontecendo e o nosso atual brasão aparece sem a espada.

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Detalhe do diploma de 1932, também desenhado por Wasth Rodrigues.

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As figuras aqui apresentadas aparecem no livro Brasões e Bandeiras do Brasil de Clóvis Ribeiro com ilustrações de José Wasth Rodrigues, publicado em 1933. É um livro repleto de história sobre os belíssimos símbolos brasileiros e ricamentente ilustrado pelo mestre Wasth Rodrigues.

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7 comentários:

  1. Ricardo, meu avô Sud Mennucci - do qual sou o biógrafo - trocou cartas com o pessoal da frente. Ele teve de se esconder pois não apoiava a revolução. Tenho material legal sobre a época da revolução, talvez v. queira ver

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  2. Prezado Ralph, já estou entrando em contato contigo. Seria muito legal mostrar essa história aqui no blog!
    Um abraço,
    Ricardo

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  3. Oi Ricardo, tudo bem? Eu estava preparando um post sobre o Brasão da Cidade de São Paulo quando li o seu post, e fiquei bastante feliz pois você é um ótimo fotógrafo, anos luz melhor que eu! Tenho o livro do Clovis Ribeiro sobre os brasões, mas as fotos que fiz ficaram péssimas. Queria saber se você me autorizava a utilizar as suas, com os devidos créditos, é claro!

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  4. Prezado Paulo,
    Pode usar as fotos sim! O fotógrafo aqui não é tão bom, mas conhece uns truques do Photoshop :-)

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  5. Caro Ricardo,
    Sou arquiteto e músico, responsável pelo atual projeto arquitetônico e museográfico - em fase de finalização - para a reabertura da Casa Guilherme de Almeida, no Pacaembu.
    Estou maravilhado com seu blog e o histórico sobre o brasão da cidade, pois, por incrível que pareça, não há quase documentação a respeito, nem no museu, nem na Secretaria de Cultura. Vinha pesquisando sobre o assunto há tempos, pois pretendia incluir na reforma um enorme mastro com o desenho original do brasão, anterior à alteração de 1976, atualmente usada como logomarca da Prefeitura. O mastro foi vetado pelo CONPRESP, o que gostaria de levar ao conhecimento da população, para, quem sabe tentar que um eventual clamor pela proposta reverta o parecer do órgão!
    Pretendo agora procurar com afinco o livro do Clovis Ribeiro em sebos!
    Incluirei seu e-mail no mailing de convites para a reabertura da Casa, ok ?! Grande abraço, Carlos Fernando C. Nogueira

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  6. Prezado Carlos Nogueira, por favor entre em contato através do email. Gostaria de conversar com o senhor.

    Abraço,
    Ricardo Della Rosa

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  7. Seria interessante que a s pessoas soubessem que, essa cruz na bandeira do Brasão, pertence a "Ordem de Cristo", uma ordem de cavalaria fundada por D. Dinis, rei de Portugal, para absorver os cavaleiros Templários que fugiram da perseguição Papal. Foi essa ordem e não a Coroa, quem colonizou as capitanias de Santo Amaro e São Vicente, hoje São Paulo e essa ocupação se deu com a vinda da mais alta nobreza europeia. Nossos colonizadores eram cavaleiros da "Ordem de Cristo". Por isso, sobrenomes como Pereira, Almeida, Ramos, Ribeiro, Oliveira entre outros, pertencem a nobreza e é possível rastrear essas famílias já que existem obras que nos dão toda a genealogia das famílias paulistas. Eu consegui chegar até meus antepassados do século IX com muita facilidade.

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