sábado, 2 de outubro de 2010

Cruz Vermelha

A participação da mulher paulista na Revolução de 1932 sempre foi motivo de orgulho para as gerações posteriores.
Unidas pela da bandeira da Cruz Vermelha, centenas de mulheres paulistas serviram nos hospitais dos campos de batalha e organizaram as operações de retaguarda.

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Transcrevo um trecho do texto de Francisco Martins dos Santos sobre a Cruz Vermelha de Santos publicado neste link.

"A Cruz Vermelha de Santos, reunida no dia 12, solidarizara-se também com o movimento e mantinha-se em sessão permanente, por deliberação do seu Conselho, iniciando imediatamente a organização dos serviços de saúde, da Escola de Enfermeiros, de atenção às requisições, de socorro ao povo, e das comissões distribuidoras de auxílio. Foi notável a ação desta benemérita instituição durante todo o tempo, e a distribuição de gêneros alimentícios, remédios e roupas, que efetuou, atingiu a muitas centenas de contos de réis, equivalente hoje (N.E.: 1986) a muitos milhões de cruzeiros.

Montando cozinhas volantes pelos bairros da cidade, onde fornecia refeições aos que necessitavam, fornecendo marmitas a famílias inteiras, enviando comissões dinâmicas a percorrer os lares e verificar a necessidade de todos os visitados, principalmente nos bairros proletários, a Cruz Vermelha mobilizou centenas de senhoras, senhorinhas e cavalheiros, que, abnegadamente oferecendo seu trabalho, seu dinheiro, seus automóveis e a própria gasolina que gastavam, formaram um monumento imperecível de dedicação e altruísmo patriótico a esse organismo eminentemente assistencial e popular, que a cidade não poderá esquecer ou relegar a injusto olvido.

A seu presidente, Dr. Flor Horácio Cirilo, coube dirigir todo o extraordinário movimento da associação nos famosos oitenta dias, e tomar as múltiplas providências que o súbito desdobramento exigira de sua direção. Distinguir os seus colaboradores, entre centenas de abnegados que, dia e noite, não tinham outra preocupação que o bem e o conforto públicos em nome de São Paulo e de um Brasil livre, seria impossível e portanto injusto, porque, nominalmente, muitos ficariam esquecidos. Basta que à sociedade santista fique pertencendo sempre, globalmente, o merecimento dessa página brilhante que foi o espetáculo da sua capacidade de ação, de organização, de idalismo, de fraternidade, de altruísmo e devotamento à causa pública, durante o período revolucionário de 1932. "

Abaixo mostro algumas peças emblemáticas deste período, que trazem em si a lembrança da determinação e da doçura da mulher paulista naqueles dias.

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