quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ubirajara Martins de Souza, Batalhão Voluntários de Piratininga

Iniciamos 2011 com um dos maiores acervos de cartas e documentos de um mesmo combatente que eu já tive contato, pertencente ao voluntário Ubirajara Martins de Souza do Batalhão Voluntários de Piratininga.
Preservado por quase 80 anos, este lote de aproximadamente 50 cartas e telegramas traz também algumas insígnias e memorandos oficiais do Exército Constitucionalista, além do anel de profissão e recibo da Associação Comercial já mostrados neste link. Este tipo de material nos permite avaliar e formar uma opinião a respeito dos eventos de 1932 partindo do ponto de vista do soldado nas trincheiras e dos seus familiares na retaguarda.
Sem dúvida nenhuma são os souvenirs mais apaixonantes que se pode obter daqueles dias. Abaixo uma síntese deste material.

Durante os dias da revolução, o Sr. Ubirajara guardou inúmeros souvenirs e teve o cuidado de identificá-los individualmente como vemos abaixo. Infelizmente boa parte do material trazido foi apreendido pela polícia de Vargas no retorno dos soldados revolucionários à capital após a prisão em Ilha Grande.

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As cartas trocadas entre o soldado e sua esposa são ricas em detalhes da campanha e da movimentação pelo interior do Estado. Futuramente estas cartas farão parte de um projeto no qual pretendo trazer na íntegra algumas destas comunicações entre o front e os lares paulistas.

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Abaixo uma carta do Comandante do Batalhão pedindo ao Sr. Ubirajara que guarde parte do material do Batalhão em sua casa. Poucos dias depois este material foi apreendido pela Polícia Federal numa blitz durante a madrugada.

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O acervo também traz inúmeros opúsculos e manifestos distribuídos logo após a revolução, quando a "temperatura política" do País ainda estava alta.
O livreto intitulado "Os nossos irmãos..." traz fotos de batalhões de voluntários universitários vindos de outros estados para lutar contra os paulistas. Era a mágoa que reinava logo após a guerra, a qual só o passar do tempo poderia amenizar.

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Por fim, uma lembrança do encontro dos veteranos após a volta da prisão em Ilha Grande:
Um menu de um tradicional restaurante francês dos anos 30, situado à Rua 7 de Abril no Centro, com diversas alusões aos locais de batalha e ao tempo na prisão. No verso as assinaturas dos veteranos.

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