domingo, 13 de fevereiro de 2011

O conturbado epílogo da Revolução de 32

Hoje em dia, décadas após o término da revolução, é consenso afirmar que a rendição nos campos de batalha oferecida pela Força Pública de São Paulo ao Governo Federal foi uma atitude que visava unicamente poupar vidas, visto que a vitória militar não era uma opção possível para São Paulo - sem recursos e cercada por todos os lados pelas tropas federais.
Foi a rendição desta tropa, a mais importante militarmente falando, que acabou por gerar a cessação da luta pelos voluntários paulistas e pelas forças do Exército lutando por São Paulo nos diversos setores do estado.

Acontece que a população civil não enxergava o plano geral das operações militares, e a imprensa paulista por sua vez só noticiava as grandes vitórias durante os três meses de luta, sendo as derrotas omitidas sistematicamente.
Quando a dura realidade da rendição finalmente ganhou os jornais e o rádio, a população surpreendida se sentiu traída e desamparada. Muitos se rebelaram contra esta suposta "trahição".

Uma série de panfletos circularam em São Paulo, frutos desta primeira impressão de traição e derrota.
Muitos deles eram datilografados e distribuídos mão-a-mão. Abaixo mostro alguns deles, lembrando aos nossos leitores que os mesmos se encaixam dentro de um contexto e refletem apenas um determinado momento dentro da história da revolução.
Isso posto, convido aos leitores do blog para conhecer três peças as quais eu nunca havia visto em nenhum outro arquivo:

Postal que circulava clandestinamente pelo estado no início de 1933.

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Panfleto datilografado em papel de seda e distribuído no centro da cidade.

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Panfleto mimeografado.

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Um comentário:

  1. Em outubro de 1932 o povo de São Paulo não tinha a menor idéia do que ocorria nas fronteiras do estado. Não fosse a FP decidir pelo fim da luta armada teríamos hoje um obelisco com três andares para acomodar tantos herois.
    Parabéns pelo acervo tão bonito.

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