domingo, 24 de abril de 2011

Expedição ao campo de batalha em Eleutério

Neste último fim de semana tive a oportunidade de visitar o local de uma das mais sangrentas batalhas da revolução, no vilarejo de Eleutério - na divisa de São Paulo com Minas Gerais. A convite de um ávido leitor do blog e conhecedor da região, adentramos na mata percorrendo o caminho da antiga estrada de ferro e subimos no topo de um dos morros da região para lá encontrarmos uma trincheira paulista praticamente intocada 79 anos após a revolução. A emoção de estar em um local tão histórico foi muito grande e nos deixou pensando no sacrifício daqueles que por ali ficaram.

Agradeço ao Sr. Gonçalo e ao seu filho José Luís, ao Waldemir Oliveira e ao meu sogro Attílio pela experiência sem igual que tive nesta jornada!

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No início de agosto de 1932 o pacato vilarejo de Eleutério foi subitamente transformado em um dos principais teatros de operações da revolução quando as tropas paulistas recuaram de suas posições em Minas Gerais para esta localidade.
Estavam no setor as tropas do Major Hygino, elementos do Batalhão de Voluntários de Campinas sob o comando do Capitão Moura, o Batalhão Paes Leme sob o comando do Major Pietscher, o Batalhão Esportivo e posteriormente o Batalhão 9 de Julho reforçou as trincheiras paulistas. As tropas de São Paulo começavam a ser cercadas em Eleutério por um adversário resoluto em alcançar a linha Itapira-Mogi-Campinas, mas resistiam bravamente.
"Inimigo continua despejando tropa Sapucaí. Peço reforço urgente; nossa tropa exaustíssima, incapaz resistir contra-ataque inimigo que naturalmente será mais eficiente. Major Pietscher" (Telegrama, início de agosto de 1932)
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Ao chegar em Eleutério, se tem a impressão de estar em um lugar em que o tempo esqueceu de passar. A grande maioria das construções estão exatamente como eram naquele mês de agosto de 32.

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A antiga estação de Eleutério da antiga Cia. Mogiana ainda está de pé, mas foi totalmente descaracterizada e adaptada para outra função. Por esta estação passaram centenas de soldados paulistas além dos Trens Blindados TB4 e TB5.

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Com a ajuda de um editor de imagens, é possível enxergar através da pintura que foi feita sem dó nem piedade por cima do antigo letreiro da estação.

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Agora pela mata, vamos seguindo a trilha por onde passava a linha do trem. Pelas valas no caminho foi possível encontrar resquícios de ferragens dos trilhos.

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Na última curva antes do vale, o que restou de uma trincheira.

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"O trecho aonde se peleja a batalha é mais favorável a quem defende. No trecho onde se aproximam paralelos o rio e a ferrovia, as elevações que se erguem em ambas as margens do Eleutério, formando o vale, de tal sorte se aproximam e dão origem a perigosa garganta. Aí constitue o passo um sorvedouro de vidas"
(CEL. Herculano C. e Silva, A Revolução Constitucionalista)
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"Inimigo ataca violentamente flanco esquerdo. Insisto vinda aeroplano bombardear suas posições. Peço mais munição." (Telegrama Major Hygino, 9 agosto 1932 14:00)

"Batalha continua em toda frente sub-sector, com mais impetuosidade garganta estrada de ferro. Junto ponte rio Eleuterio leito estrada juncado cadaveres dos que tentaram atravessar." (Telegrama Major Hygino, 25 agosto 1932 08:45)
O adversário então vendo a impossibilidade de tomar Eleutério pelo vale resolve contorná-lo por Barão Ataliba Nogueira (vide mapa acima). A situação de Eleutério torna-se desoladora sendo atacada pela frente no vale e pela retaguarda na cidade. As forças paulistas suportam intenso bombardeio de artilharia e investidas de tropa até as 13 horas do dia 26 de agosto quando, cercados e sem possibilidade de receber munição, abandonam o setor.
"Situação todo sector está se tornando insustentável pela absoluta falta de munição. Adversários recebem grandes reforços e atacam todos os lados. Além disso há necessidade urgentíssima de reforço" (Telegrama Major Hygino, 26 agosto 1932 08:00)
Abaixo uma panorâmica do vale onde as tropas constitucionalistas cobriram-se de Glórias em uma defesa que durou mais de vinte dias sob ininterrupto fogo cerrado inimigo. No centro da imagem o local aonde se encontravam o Rio Eleutério e a estrada de ferro, um "sorvedouro de vidas".

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Agora na íngreme subida de um dos morros, um verdadeiro teste de resistência para ser vencido aos poucos e em etapas. Durante esta subida não pude deixar de imaginar como seria fazer o mesmo percurso com alguns quilos extras de equipamento e sob fogo de artilharia. Assustador.

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Já no topo e na trincheira começamos a procurar por vestígios da batalha. Posso apenas descrever como "mágico" o momento no qual eu encontrei o primeiro cartucho deflagrado.

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O saldo da expedição: Cartuchos e municiadores do fuzil Mauser 1908.
É fascinante encontrar tais peças e imaginar que a última vez que elas estiveram nas mãos do homem, foi no ano de 1932. Desnecessário dizer que a munição que não foi deflagrada estava rachada e apenas com lama no interior do cartucho.

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Cartuchos de fabricação francesa e alemã respectivamente.
Societe Francaise des Munitions - 1927

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Deutsche Waffen und Munitionsfabriken - 1912

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Nossos anfitriões, com o Sr. Gonçalo ao centro. Um grande amante da história da Epopéia Paulista de 32.
Agradeço de coração aos três amigos!

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Para ver uma edição do jornal A PLATÉA de agosto de 1932 que traz uma reportagem especial sobre Eleutério, acesse este link do Arquivo do Estado.

31 comentários:

  1. Ricardo, tenho a certeza do que vc sentiu ao descrever esta epopéia, pois alguns meses atrás eu estava subindo o Monte Castello, e realmente é indescritível a sensação. Parabéns pela matéria e agradecemos a vc por manter a história do Brasil viva.
    Abraço.
    Julio Zary

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    1. Cara vc esteve em Monte Castelo!!!Meu tio-avô esteve lá tbm,mas como combatente da FEB durante a 2a Guerra Mundial!!!Ele é um dos muitos heróis brasileiros q tomaram aquela posição após forte resistência nazista por muitos meses!!!

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  2. Senhor Ricardo, abri vosso blog para ver postagem de meu comentário e...mais uma alegre surpresa !! Há uns 6 anos, em julho e eu estava de férias ( sou médico e trabalho nas prefeituras de Mogi Guaçu e Estiva Gerbi ), decidi ir de jeep, por estradas de terra, até Eleutério, acompanhado pela Lilica, minha fiel amiga vira-latas ( que Deus a tenha !! ). Chegamos bem cedo, entramos na cidade pela entrada mais perto da estação ferroviária, encontrei um senhor, que morava quase em frente a estação, estava se esquentando ao sol da manhã. Ele foi muito amistoso, expliquei lhe que queria ver a ponte ferroviária, pois na revolução, meu pai chegou a tirar serviço em uma trinceira que defendia a ponte. Ele me contou que a ponte não existe mais, se ofereceu para nos levar até o local aonde ela existiu. Fomos de jeep pelo antigo leito da ferrovia, mas uma barreira havia caído e fechou este caminho, ele então sugeriu voltarmos e subirmos com o 4x4
    acionado, um caminho bem semelhante ao que aparece em vossas fotos. No alto do morro paramos e pude ver o vale que separa São Paulo de Minas Gerais. Ele me contou que havia um cruzeiro naquele local, pois dizia-se que o local era "assombrado" de tanta gente que morreu por lá ( !! ). Ainda com o jeep descemos até a margem do rio, pude ver os onde era a ponte. Ele me contou que duas trincheiras paulistas defendiam a ponte. Meu pai ficou "trincheira da bananeira", segundo o diário de um primo de meu pai. Voltamos para Eleutério, agradeci muito a este senhor que infelizmente não guardei o nome, por ter sido tão gentil conosco. Decidi atravessar por estada de terra, a fronteira de estados, até Sapucaí, que é a comunidade mineira mais perto de Eleutério. Por feliz coincidência encontrei um amigo gaiolerio de Mogi Mirim, cuja sogra mora na primeira casa de Sapucaí, para que vem de Eleutério. Nova aula de história. Esta casa foi um armagém, era
    um posto de comando avançado e era a última parada que os trens de tropas federais faziam, dali prá frente eram fuzilados pelos paulistas se continuassem avançar pelos trilhos. A senhora, sogra do meu amigo, que hoje mora nessa casa, contou-me que seu falecido esposo, nas muitas reformas que fez no imóvel, encontou muita bala de fuzil nas paredes que estão viradas para São Paulo. Meu amigo gaiolerio me levou até o sítio que fica do outro lado aonde havia a ponte de estrada de ferro ( lado mineiro ), fomos vasculhar uma casa abandonada na esperança de encontrarmos projéteis nos tijolos, mas encontramos muitos escorpiões, então desistimos da busca. Aliás, aonde o senhor fez vossos maravilhosos achados, é infestado de cobras, a Lilica chegou a encontrar uma que por sorte estava muito sonolenta para dar importancia a nossa presença perto dela.
    Não tenho mais o jeep e nem a companhia da Lilica, mas ficaram as lembranças...
    Um abraço, Mauri Cunha.

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  3. Maravilhoso documentário. Já estive em Eleuterio, mas na época (1998) ainda não sabia sobre a revolução de 32 por lá. A estação é bem Mogiana, apesar da descaracterização. O trem parou lá por volta de 1990 - já eram sómente cargueiros.

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  4. magnífica reportagem! depois de 79 Anos passados é uma viagem aos idos de 1932. Traz para os mais jovens um dos episódios mais importantes da EPOPEIA DE 1932.

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    1. eu achei uma bala de fuzil em arapiraca igual essa antiga SFM 1927

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  5. João Marcos Carvalho27 de abril de 2011 11:26

    Caro Ricardo,
    compartilho de sua emoção neste registro de achados durante a garimpagem histórica na qual você se lançou.
    Em 1995/96 também fucei antigas trincheiras na serra da Mantiqueira, entre Cruzeiro (SP) e Passa Quatro (MG), área do "Túnel", onde, além de cápulas, encontrei uma granada intacta, que foi resgatada pela Escola de Sargentos da FAB, em Guaratinguetá.
    Ainda na mesma época, em Cunha e Silveiras, achei restos de capacetes de aço, um pente carregado de metralhadora Hotckins, talheres com o brasão da FP de SP e uma fivela de cinto dos Fuzileiros Navais.
    Acho que novas garimpagens poderão ser bem sucedidas, já que muitas trincheiras, principalmente as no alto das serras, ainda estão
    praticamente intocadas.
    Abraços e parabéns.

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  6. Agradeço a todos pelos comentários positivos e incentivo!
    As pessoas passam por locais históricos na Europa e se deslumbram...
    O brasileiro precisa aprender a valorizar sua própria história.

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    1. Falou tudo Ricardo!!!
      Muitos Brasileiros visitam lugares históricos mundo afora e ficam deslumbrados,sendo que aqui no nosso Brasil e em especial em nosso querido e amado Estado de São Paulo também temos uma riqueza em história q não deixa nada a dever aos demais lugares históricos localizados pelos quatro cantos do mundo!!!
      Temos q mostrar á esses Brasileiros que nós também temos história,e MUITA história para contar!!!
      Conte comigo sempre Guerreiro!!!
      Abraços de seu amigo e admirador Juninho!!!

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  7. Eric Lucian Apolinário27 de abril de 2011 19:25

    Olá Ricardo! Olá a todos!
    Fiquei surpreso quando recebi a ligação do Waldemir me contando sobre a experiência de vocês em Eleutério. Confesso que fiquei um pouco enciumado e triste, pois nem soube dessa expedição! snif snif :(
    srsrsrs
    Mas tudo bem, estou morando em Campinas no momento, então minha vida está meio corrida!
    Ricardo, se você for voltar a Itapira para mais alguma expedição, "let me know", o Waldemir me contou ao telefone que talvez haja uma outra aventura como essa, e com certeza quero muito estar presente!
    Quero aproveitar e perguntar se posso, talvez, disponibilizar aqui, uma parte do meu livro: Batalha do Gravi - Itapira sitiada na Revolução Constitucionalista de 1932. Pois estou a procura de editoras para publicá-lo. O que vocês acham?
    Grande AbraçO!

    Eric Lucian Apolinário

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  8. ola Ricardo tudo bem,fiquei muito felis por ser tao comentado a nosa garimbage em eleuterio agradeso de coraçaoum abraso e ate aproxima Gonçalo

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  9. Sr. Ricardo, acho que o senhor é um caçador de historias, histórias esquecidas de herois verdadeiros. A sua descoberta é uma prova da luta desigual que os paulistas travaram.Esse lugar para não cair no esquecimento, tem que ser demarcado por GPS.Parabéns pelo esforço Deus te recompensou.
    Fernando Pereira

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  10. Assustador. Eu, como membro do MMDC de São José do Rio Preto e amante da História, queria muito ter feito parte dessa expedição incrível que vc nos relatou. Sem palavras!

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  11. Carlos Alberto G. Müller14 de julho de 2011 23:14

    Parabens pela expedição. Sensacional...sem bairrismos, mas com profundo orgulho de quem somos descendentes. Meu avô paterno foi chefe da estação ferroviária de Jundiaí (Sr. Augusto Müller). Meu velho , já falecido, me contava historias da intensa movimentação das tropas paulistas pela ferrovia(ele tinha 9 anos na epoca). Ele e meus tios sabiam de tudo que estava acontecendo pelas noticias que meu avô trazia. Uma vez que jundiaí era um dos entroncamentos das ferrovias do estado, possivelmente trens levando soldados que chegaram a região dos combates em que você esteve podem ter tido estes destinos traçados pelo meu AVÔ, sob ordens do comando militar paulista. Assim deixo esse relato como uma forma de por mais uma peça nesse quebra cabeça da história e para homenajear meu avô a quem não tive a oportunidade de conhecer.
    Um abraço e novamente meus parabéns!!!

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  12. Jose Vacir Côgo: Eu também sou apaixonado por essa parte da História do Brasil, resido em Jacutinga e ainda hoje visitei parte do campo de batalha Sapucai/Eleotério. Seria muito bom se em Eleotério tivesse um museu para guardar essas "jóias" que até hoje são encontradas na região. Eu mesmo tenho dois cartuchos deflagrados encontrados no Sapucaí. Um sabre-baioneta também foi encontrado no local, foi-me entregue e o doei a um Militar de Monte Sião que o guarda (Cb Glauber).Entre sapucai e Eleotério, com certa profundidade e com servindo se de dector de metais será possível encontar as bombas que não explodiram. Comprei um aparelho para tal fim, mas não era forte o suficiente para sondar em profundidade. Sobre a história, o que achei de melhor até hoje foi o livro escrito pela senhora Odete Copo, de Itapira, que conta tudo o que viu na época, em torno de itapira. Salvo engano ela se casou com um militar governista na época. Moro em Jacutinga e posso garantir que a nossa gente não é muito ligada nessa história. Ao lado da estação rodoviária da cidade, no casarão imponente e de belíssima arquitetuta, pertencente à família Vioti, ficou o Estado Maior do Exército e nesse local serviu como Soldado cozinheiro o cantor Gonzagão (luiz Gonzaga), que depois, por várias vezes visitou a cidade. Teve o caso do trem que descarilhou voltando de São Paulo com o fim das hostilidades, bem na entrada de Jacutinga, muitas pessoas morreram e centenas de cavalos que estavam embarcados rumo a Pouso Alegre e Três Corações. Isso aconteceu porque dois meninos colocaram um prego de linha na fenda entre dois trilhos. Um desses meninos morreu não faz muito tempo, era barbeiro em Jacutinga. Na estrada da mata, indo de Jacutinga para Itapira tem um túmulo bem na margem da estrada, com a inscrição quase inelégivel "EMFA". Cada um conta uma história sobre aquele túmulo. Uma coisa é certa: "EMFA" era a abreviatura de Estado Maior das Forças Armadas. No Sapucaí Novo, na margem do riozinho, em frente o Pesqueiro Branca de Neve tinha várias cruzes de ferro que só foram removidas em 2010 para construção da ponte que foi recentemente terminada. Ali morreram vários Paulistas que caminhavam por um lugar militarmente chamado de "caminho desenfiado", perigoso, que deve ser evitado em campanhas militares. Só restou uma cruz grande que ainda hoje a visitei. Foi pintada de azul deve fazer pouco tempo. O interessante é que quem conhece a história local se resume em poucas pessoas, que muito em breve já não estarão mais sobre a terra e não há nem um livrinho sequer para contar esses detalhes da nossa história, cujas marcas deléveis ainda se encontram no local. Vou lhe contar um caso cabuloso: Na saída de Jacutinga para Albertina, há pouco mais de 06 anos, possivelmente em 2004, certo dia foi avistada uma patrulha militar passando no meio do pasto, dentro da propriedade dos irmãos Raphaelli. Para encurtar esse caso, a patrulha não era deste mundo. No mesmo dia fiz contatos com as unidades militares do Sul de Minas e pude confirmar, que não havia nenhuma patrulha ou instruções por estas bandas. Na época fazia um ano que eu havia passado para a reserva na PMMG. Era 1º Tenente e comandei o Pelotão PM de Jacutinga por 06 anos. A patrulha passou nos fundos da casa onde eu morava. Eu tenho mesmo alguma sensibilidade paranormal, mas outras pessoas também viram a patrulha, inclusive eu não fui o primeiro a ver, fui chamado por vizinhos. Era dia com a luz do sol. As pessoas acreditam que era uma patrulha do EB, mas eu confirmei que não havia patrulhas do EB por aqui, nem naquele dia, nem antes e nem depois, mas tão somente em 1932, pela última vez.

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  13. Este tumulo com as iniciais (EMFA} EU CONHEÇO,inclusive do outro lado da mata na beira da estrada tamben tem uma TRINCHEIRA INTACTA.
    Gonçalo

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  14. Sou amigo do Professor Carlos Felipe do Nascimento da cidade de Cruzeiro responsável pelo Museu Histórico e Pedagógico Major Novaes, soube que ele levantou todos os fatos históricos referentes a batalhas na cidade de Cruzeiro assim com os mortos e causas dos mesmo se possível entrem em contato com ele 012 9155 9113 ele também costuma levar pessoas no túnel onde acontecerão as principais batalhas

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  15. Ricardo,as vezes sinto inveja de vc,sabia....no bom sentido tá......rsrsrsrsrsrs.....
    Queria eu ter esse privilégio q vc tem de poder pisar em Terras onde nossos valorosos combatentes daquele ano de 1932 tbm pisaram!!!

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    1. E eu também o invejo muito....não consigo acreditar que temos esse tipo de história no Brasil e ninguém do governo dá valor...como eu queria ir até lá e sentir as energias desses locais....deve ser muito mágico....incrível

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  16. Sou jovem, tenho 23 e tenho orgulho da história do meu país, descobri à puco tempo este blog e não paro de ver e ler as reportagens que aqui estão, contando a história do meu país e da minha querida cidade, parabéns e da mesma maneira que os europeus tem suas histórias e locais históricos de batalha, nós também temos e pela falta quase que total de cultura e insentivo à cultura, temos que nos desdobrar para encontrarmos tais reportagens que nos passem um pouco do orgulho de ser brasileiro e paulista, abraços!

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  17. É com orgulho que tomo conhecimento deste blog. Sou paranaense e tive familiares envolvidos no conflito (meu tio avo Eusebio levou tres balaços .30 de um paulista...) Meu avo e bisavo trabalharam na mobilização. Parabéns pela grande iniciativa.

    Claudio Neme, geologo

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  18. Na Europa é comum pessoas irem até os campos de batalha da WWII, para procurar vestígios da época, eles utilizam muito os detectores de metais, achando até mesmo resto de armas, munições de artilharia, entre outros.

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  19. Prezado Ricardo, fiquei muito feliz em conhecer um pouco da historia da Revolução de 1932 através do seu blog. tenho interesse em conhecer porque meus pais comentavam muito sobre esse ocorrido, tenho o sobrenome de Eleutério mas tenho muito pouco conhecimento a respeito do significado deste nome, como estou pesquisando e encontrei sua historia fiquei bastante interessado. Meu pai é nascido em 1928 e minha mãe em 1932 ambos vivos até hoje graças a Deus, são pessoas simples da região de Itirapina SP,moramos em Piracaba SP desde 1966, mas eles pouco sabem sobre o nome Eleutério, mas me orgulho muito deles e como estou pesquisando, agradeço por conhecer um pouco mais sobre este nome. Obrigado Abraços.

    João Carlos Ap. Eleutério
    Piracicaba SP

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  20. eu achei uma bala dessa SFM 1927 , essa bala de fuzil é importante ou jogo fora?

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  21. Ola meu amigo Anônimo,depende de você.Ou o lugar que você achou,ABRAÇO
    G.R.

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  22. e se eu falar pra voces,voces não vão acreditar no pasto de meu avo ache uma bala SFM 1927 inteira sem estar disparada alguem se interessa esta a venda não ensta enferrujada e não é forjada ..

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    1. Amigo, na região de SANTA CECÍLIA - SANTA CATARINA, encontrei um amigo numa fazenda, com uma gaveta cheia dessas munições, escritas DWM 1912....algumas com os clips ainda, algumas enferrujadas...e ganhei uma..está nova...Só não sei onde ele conseguiu, me disse que era de seu avô...isso já fazem 6 anos que o conheci...não lembro seu nome mais...

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  23. A fazenda dos meus avós: Cezario Dezotti e Lucia Pollato Dezotti ficava exatamente nessa área de conflito(divisa de São Paulo e Minas Gerais) Eleutério x Sapucaí, onde meus avós davam guarida aos soldados paulista no porão da casa da fazenda, hoje já demolida. Atualmente do meu sítio ,também nessa área, posso enxergar de muito perto o morro onde se deu o conflito.

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  24. boa tarde eu e um amigo meu estávamos revirando umas coisas antigas do avô dele quando encontramos algumas munições como essa que você esta na mão sfm 1927 e também encontramos outras coisas que possam representar uma parte da historia desta revolução.

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