quinta-feira, 9 de junho de 2011

Salvo-conduto de um dos tripulantes do Jahú

Segundo o Wikipédia, "Salvo-conduto é um documento emitido por autoridades de um Estado que permite a seu portador transitar por um determinado território. Os salvo-condutos são emitidos principalmente em tempos de guerra para cidadãos que potencialmente possam ser capturados sob alegação de diversos motivos."

Um salvo-conduto da Revolução de 1932 já é um documento particularmente interessante, pois através deste tipo de documento é possível identificar localizações de batalhões, movimentações militares, datas e assinaturas.
Porém o exemplar que apresento abaixo é ainda mais característico pois reporta a movimentação de ninguém menos que o Major Aviador João Ribeiro de Barros, um dos triplulantes do lendário hidroavião Jahú.

O mesmo Wikipédia nos informa que em 1932 João Ribeiro de Barros que estava em viagem ao redor do mundo "...retorna apressadamente ao Brasil onde participa da Revolução Constitucionalista como voluntário. Viaja a pé pelo Vale do Paraíba, até à cidade de Taubaté. Doa para a causa da Revolução todo o ouro que possui, até mesmo medalhas recebidas pela façanha da travessia transatlântica de 1927.
Durante o governo do presidente Getúlio Vargas foi preso na cidade de Jaú, na fazenda Irissanga, de sua propriedade, pelo delegado Amaso Neto. Foi acusado de publicar clandestinamente um jornal de oposição ao governo. É posto em liberdade pois as investigações realizadas nada provam contra ele."

A doação das medalhas que ele recebeu pela façanha com o Jahú é absolutamente real e já identifiquei algumas delas em fotos da época que mostravam doações da Campanha do Ouro. A movimentação pelo Vale do Paraíba também é atestada pelo Salvo-conduto. Um pequeno pedaço de papel, com um gigantesco peso histórico.

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Um comentário:

  1. Eu quero saber que documento era necessário para dar o salvo conduto para uma pessoa, visto que minha avó srª Maria Antonia do Prado possui um salvo conduto do ano de 1932, nesta época ela já havia com uns 20 anos de idade. Casou- se em igreja católica aqui no Estado de São Paulo com Alcides Marques Ribeiro, teve filhos: Pedra Marques Ribeiro, Benedito Marques Ribeiro ( Bentinho), Francisco Marques Ribeiro e o caçula João Marques Ribeiro. Ela faleceu em 1967 com idade muito avançada, era bugre. Como faço para descobrir as minhas origens?

    ResponderExcluir