segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

80 anos da morte do General Julio Marcondes Salgado - Parte I

Com muita alegria, trago hoje aos leitores do blog a primeira de uma série de matérias sobre o General Julio Marcondes Salgado, Comandante da Força Pública do Estado de São Paulo durante a Revolução de 1932, sobre o qual escrevi uma pequena matéria no ano passado.

Tive recentemente a grata oportunidade de ser recebido pelos netos do General Marcondes Salgado, o CEL PM Elyseu Guilherme Salgado Rocha e pela Sra. Eloísa Maria Rocha Salvato. Nesta ocasião pude conhecer o fantástico acervo da família, muito bem guardado e conservado pelo seu neto Elyseu. São centenas de objetos, troféus, fotos e documentos que contam a história do General Salgado e a história de São Paulo.

Acredito que é de suma importância preservarmos a memória dos nossos verdadeiros Heróis e com este pensamento convidei seu neto Elyseu, estudioso da vida de seu avô, a escrever uma pequena biografia do General Salgado - a qual reproduzo a seguir. Permeando o texto fotos inéditas do acevo da família Salgado, muitas delas divulgadas publicamente pela primeira vez. Na próxima parte desta matéria, a ser postada em um futuro próximo, mostraremos um pouco mais dos objetos que fazem parte deste importante acervo.

Agradeço ao CEL PM Elyseu Guilherme Salgado Rocha e a Sra. Maria Edelweiss, ao CEL PM Américo Victor Salvato e a Sra. Eloísa e também ao CEL PM Roberto dos Santos Salgado pela calorosa recepção e por confiar a este blog a missão da preservação da memória do General Marcondes Salgado. Em nome dos leitores, e em meu nome, nosso muito obrigado!

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Nasce a 01 de Julho de 1890, em Pindamonhangaba, Julio Marcondes Salgado, filho de Da. Anna Euphrosina Marcondes do Amaral Salgado e de Victoriano Clementino Salgado. Recebeu como herança uma fortuna moral, representada por dois nomes respeitáveis que ornavam sua pessoa: MARCONDES e SALGADO.

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Marcondes, família ilustre do norte do Estado, que tantos filhos notáveis deu à Pátria, como o Coronel Marcondes de Oliveira Melo, 1º Barão de Pindamonhangaba, Comandante da Guarda de Honra do Príncipe Dom Pedro, por ocasião do Grito do Ipiranga. O Conselheiro Barão Homem de Melo, que era Marcondes, figurava no 2º Império como Ministro, Presidente de várias províncias e grande historiador.

Os Salgado, outra família ilustre que figurou na monarquia e deu a São Paulo homens como: Antonio Salgado da Silva – Visconde de Palmeiras, Inácio Bicudo de Siqueira Salgado - Barão de Itapeva e Benedito Corrêa Salgado, companheiro do Barão de Pindamonhangaba na jornada épica, cheia de glórias, de Sete de Setembro.
Na velha Jambeiro, de propriedade de seus pais, o jovem Julio viveu uma infância feliz. No “Castanho”, sua montada favorita, ia ele a Pindamonhangaba, ou corria as matas da fazenda, e nesse garoto vivo e inteligente, já se prenunciava o cavaleiro – Centauro, que iria brilhar em futuras competições hípicas.

No Grupo Escolar de Pindamonhangaba, recebeu as primeiras letras, e já havia cursado o 2º ano, quando a adversidade bateu à sua porta: sua extremosa mãe falecera, perdendo assim os carinhos maternos.
Novo golpe: seu progenitor recebeu com a queda do café, sustentáculo econômico da fazenda, que vai de roldão pela hipoteca contraída, então insolvível. Seu pai transfere residência para São Bento do Sapucaí, retirando o jovem filho da escola, que passa a servir no comércio como empregado de seu parente, levando vida singela e apagada.

A 26 de Junho de 1907, aos 16 anos, alistou-se o futuro General, como simples Soldado, no Corpo de Cavalaria. Cursou o Pelotão de Alunos Cabos, foi promovido a Anspessada a 1º de Agosto de 1908, obtendo, então, a primeira divisa, inicial de uma carreira que iria finalizar no Generalato.

A 19 de Maio de 1911, foi promovido, por merecimento, a Segundo Sargento, contraindo nesse mesmo ano matrimônio com Da. Ophélia Acritelli, descendente de tradicional família de Santa Branca.

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Dedicava-se, de corpo e alma, aos estudos, e a 4 de Dezembro de 1913 via coroados seus esforços, abrindo para ele a Escola de Oficiais. A 27 de Fevereiro de 1915 diplomava-se Oficial. A 1º de Maio desse mesmo ano entrava definitivamente para o Oficialato da Força Pública, no posto de Alferes. Exerceu em 1916, as funções de 2º Tenente Quartel-Mestre, onde revelou dedicação incomum ao trabalho e honestidade sem par. A 24 de Janeiro de 1918 era promovido a 1º Tenente por estudos. Em 16 de Junho de 1922 foi agraciado com a “Cruz de Cavaleiro da Ordem de Leopoldo II” concedido por Sua Majestade o Rei Alberto da Bélgica, quando em visita a São Paulo.

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A 20 de Março de 1924 foi promovido ao posto de Capitão por merecimento. Em 1924 é que demonstra de modo irretorquível seu valor militar na Guerra, como já o conservara na Paz. A 5 de Julho, deflagra nesta Capital um movimento revolucionário. As convicções profundamente legalistas desse grande Soldado, entretanto, não lhe permitem vacilar no que considerava o verdadeiro cumprimento do dever. Integra-se nas hostes fiéis ao Governo Legal, assumindo durante a peleja vários Comandos que o consagraram verdadeiro condutor de tropa, demonstrando em todos os instantes da luta incruenta, valor indômito e bravura desdobrada. Conquistava ele a 6 de Novembro, os galões de Major, pela brilhante atuação na Defesa do Poder Legal.

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A 14 de Junho de 1925, recebe a Medalha de Ouro da Legalidade. Em 14 de Maio de 1927 a Medalha de Mérito Militar, em bronze. A 4 de Junho desse ano era promovido ao posto de Tenente Coronel, assumindo o Comando do Regimento de Cavalaria. Grande esportista, foi campeão Paulista de Polo e Esgrima, além de exímio cavaleiro. Conquista em 25 de Novembro de 1929, o 1º lugar no Campeonato Brasileiro – Prova Presidente da República – Dr. Washington Luiz Pereira de Souza, saltando com o cavalo BOEMIO, 1 metro e 85 centímetros de altura, e em 19 de Janeiro de 1930, recebe a Medalha de Cultura Física.

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Ainda no ano de 1930, a situação se transforma com a vitória da Revolução e os Comandos Militares passam às mãos de Oficiais de confiança do Governo Provisório. Assim, mesmo retirado do Comando do Regimento de Cavalaria, os revolucionários reconhecem seu valor pessoal, e lhe entregam o Comando do Centro de Instrução Militar.

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Em 1931, comanda o 4º Batalhão de Caçadores da Capital, hoje em Baurú, e o 5º Batalhão de Caçadores, sediado na Capital, hoje com sede em Taubaté, e que pelo Decreto nº 31.766, de 28 de Junho de 1990, denominou-se 5º Batalhão de Polícia Militar do Interior “General Julio Marcondes Salgado”.

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Em 23 de Maio de 1932, o Dr. Waldemar Ferreira, assumindo a Pasta da Justiça e da Segurança Pública, teve como seu primeiro ato a indicação ao Interventor Federal do Estado de São Paulo, Doutor Pedro de Toledo, do nome do Tenente Coronel Julio Marcondes Salgado para o Comando Interino da Força Pública. Em 25 de Maio foi promovido a Coronel e efetivado para o mesmo cargo.

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O bravo e destemido Coronel Salgado procurava dar ao Exército Constitucionalista de São Paulo, mais uma arma, o morteiro, a fim de conquistar a vitória, quando em experiência, violento e deplorável desastre fere-o mortalmente. Numa explosão acidental voam estilhaços, e um deles atingiu o Coronel Salgado, seccionando-lhe a carótida. O bravo Comandante caiu morto instantaneamente, tomba o valente Soldado sobre aquele sagrado trato da terra Paulista, que lhe servira de berço que tanto amara, exaurindo ali sua mocidade e sua vida.

O Governador Constitucional do Estado de São Paulo, Doutor Pedro de Toledo, presta-lhe sua última homenagem, promovendo-o ao posto de General da Força Pública, pelo Decreto nº 5.602, de 23 de Julho de 1932, data de seu falecimento, classificando-o como lídimo paladino da Contitucionalização do País.

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Os filhos do General Marcondes Salgado, Waldemar e Jandira.

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A Família Salgado em missa realizada em homenagem ao General Marcondes Salgado no Mausoléu do Ibirapuera, na década de 90.

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O neto do General Marcondes Salgado, CEL PM Elyseu Guilherme Salgado Rocha comandando o desfile de 9 de Julho e empunhando a espada do avô.

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Abaixo alguns importantes documentos do acervo da família Salgado.

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25 comentários:

  1. que fotos, que acervo, que belíssima linha do tempo desse bravo filho da terra das treze listas. Parabéns por mais um lindo post sobre nossa história

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  2. João Marcos Carvalho29 de fevereiro de 2012 10:54

    Bravo, meu caro Ricardo. Sempre que resgatamos a memória de um personagem ilustre com documentos e fotos inéditas a História Pátria fica enriquecida. Tal qual o gal. JMS, muitos outros personagens de 32 aguardam que suas histórias sejam trazidas à luz para que as novas gerações possam compreender os acontecimentos da época e as razões que os fizeram trilhar determinados caminhos em busca da concretização de suas aspirações ideólógicas ou cívicas.
    Mais uma vez, parabéns por este maginífico blog! São Paulo e o Brasil agradecem.

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  3. Mariazinha Fernandes29 de fevereiro de 2012 17:47

    Ricardo Della Rosa, parabens pela brilhante apresentaçâo da biografia do General Julio Marcondes Salgado e por você ser uma pessoa que valoriza as coisas paulistas com tanto patriotismo porque ; o mais importante è ser PAULISTA e amar esta terra. abraços

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  4. Meu caro Ricardo: Conhecia parte da biografia do Gen Marcondes Salgado e agora completei com esta sua informação tão detalhada. Coisa interessante, meu sogro possuia uma fazenda bem perto do Jambeiro, onde morava sua mãe e onde passei muitos dias agradáveis. Agora já me julgo meio vizinho dessa figura ímpar do Gen Salgado.
    No fim do ano passado fiz contáto com a Sociedade dos Veterannos de 32 - MMDC e entreguei-lhes alguns objetos que possuia, herdado de um tio de minha esposa (capacete e memorabília), de seu pai e de meu pai, também. Assim, como sei que poucas pessoas têm interesse em guardar relíquias, na Sociedade essas peças ficarão muito bem guardadas.
    Um grande abraço e muito obrigado por mais esta lembrança. Luiz

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  5. Eu ja li, não perco mais nenhum artigo!!achei extraordinario.Obrigado!!!!!!!!

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  6. PREZADÍSSIMO RICARDO
    Uma magnífica reportagem. Já recebi
    comunicado telefônico que me dava
    ciência de seu trabalho. Muito bem
    construído principalmente quando estamos
    comemorando os 80 Anos da Revolução
    Constitucionalista de 1932.

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  7. Bravo!!! Parabéns pela história revisitada, mormente em se tratando do Gal. Julio Marcondes Salgado.

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  8. João Marcos Carvalho1 de março de 2012 10:43

    Só para não deixar passar em branco: na foto onde aparecem oficiais da FP em trajes de gala em frente a uma escadaria, o então TC Salgado é o terceiro da esquerda para direita, no primeiro plano. No centro, também em primeiro plano, ladeado por dois oficiais da Marinha, está o cel. Joviano Brandão, comandante da FP à época. Na parte de cima, nos cantos da escadaria, pode-se ver dois guardas civis estaduais.
    Presumo que a foto (provavelmente de 1930) tenha sido tirada durante uma cerimônia militar em SP/Capital.

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  9. Carlos Vasconcelos2 de março de 2012 11:54

    Caro Ricardo,

    uma vez mais, redundantemente até, meus PARABÉNS pelo resgate desta figura histórica tão importante para todos nós, Paulistas!

    Em tempos difíceis, como os atuais, precisamos nos inspirar nos exemplos destes grandes vultos de nossa terra, como o Gen. Julio Marcondes Salgado.

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  10. João Marcos Carvalho2 de março de 2012 13:20

    Caro Ricardo,

    Na esteira das matérias sobre o coronel Júlio Marcondes Salgado, lhe envio um trecho da entrevista que fiz em 1995 com o médico e ex-prefeito de São Paulo Wladimir de Toledo Pizza. O entrevistado foi testemunha da trágica morte do cel. Salgado e do cap. Marcelino.
    Assim que a revolução estourou, WTP, médico renomado em SP, assumiu uma assessoria especial junto ao Gabinete de Pedro de Toledo, com o qual colaborou até o final do conflito.

    Pergunta: Como ocorreu o acidente em que morreu o coronel Júlio Marcondes Salgado e o capitão Marcelino?

    Resposta: Em 23 de julho de 32, acompanhei um grupo de oficiais da FP ao campo de treinamento de corporação que ficava onde hoje está o aeroporto de Congonhas, no então município de Santo Amaro, que, mais tarde, viraria bairro da Capital.
    Na ocasião, o capitão Marcelino iria apresentar um lança morteiros que ele mesmo fabricara e capaz de atirar granadas duas vezes mais distante do que os similares da época.

    No grupo de oficiais da FP estava, entre outros, o cel. Salgado, comandante-geral, e o TC Salvador Moya, do Estado Maior. Em seguida, chegou o gal. Bertoldo Klinger, comandante das forças constitucionalistas, que fez questão de acompanhar de perto o teste da nova arma.

    A primeira granada lançada alcançou o objetivo. Ao cair a uns 80 metros de nós, provocou uma explosão ensurdecedora, espirrando fragmentos que acertaram um caminhão da FP estacionado bem perto do grupo, perfurando a lona e a lataria.
    Estávamos observando os disparos em pé, à direita da arma, quando a segunda granada explodiu dentro do cano lançador. Uma chuva de estilhaços incandescentes voou sobre nós. Fui atingido no pulmão, o general Klinger no braço, e o TC Moya na boca. Ao lado da arma, o cap. Marcelino jazia mortalmente fulminado com as vísceras expostas.

    Caído ao meu lado estava o cel. Salgado, com a carótida seccionada, por onde esguichava muito sangue. Arrastei-me até ele e, com meu lenço, tentei estancar a hemorragia. Supliquei que alguém pegasse no carro minha maleta médica. Pretendia pinçar a veia e evitar que o sangue continuasse a se esvair. Mas não deu tempo: o comandante morreu em meus braços. A Força Pública, São Paulo e o Brasil acabavam de perder um grande líder, um grande soldado, um homem de fibra, um pai de família exemplar e um constitucionalista ardoroso.

    Depois de se recuperar do ferimento no pulmão, o doutor Pizza continuou atuando na Revolução na condição de “assessor de ligação” como os constitucionalistas cariocas. Infiltrado no Rio, Pizza chegou a subir no 15º andar de um prédio da avenida Rio Branco para jogar panfletos revolucionários ao povo da então capital federal.

    Já na década de 1940, agora como empresário bem-sucedido, participa da política partidária, aliando-se a Adhemar de Barros e Getúlio Vargas. Em 1950, foi um dos principais articuladores da candidatura do ex-ditador na campanha presidencial daquele ano, quando Vargas voltou ao poder pela via legal.

    Entre 13/4/56 e 7/4/57 foi prefeito de São Paulo em mandato tampão.

    Faleceu em Serra Negra (SP), sua terra natal, em 17 de outubro de 1999, aos 94 anos, ainda lúcido e politicamente articulado.

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  11. Estou emocionada com esse relato sobre a morte de meu avô. Quando prefeito, o Dr. Toledo Piza almoçou na casa de meus pais, Cel. Guilherme Rocha, que foi ajudante de ordens do General e Jndyra Salgado Rocha, filha do General. Coincidentemente,o artigo do blog, foi postado no dia em que ela faria 97 anos, 27/02/2012. Eloísa Maria Rocha Salvato.

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  12. Eu só não entendo o porque do descaso das nossas autoridades com a memória deste General paulista. A triste realidade é essa mesma em que vivemos: Um povo sem passado, com um presente hediondo e um futuro duvidoso. Tiro o chapéu ao autor do blog por ser uma das últimas trincheiras a resistir contra a mediocridade reinante, pois em sua iniciativa individual faz mais e melhor do que muitos museus que mamam verba pública e simplesmente omitem paulistas como o General Marcondes Salgado.

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  13. Esse descaso é revoltante. Há anos ele tem sido esquecido. Neste ano em que se comemora os 80 anos da Revolução de 1932, a nossa família está lutando para que ele seja reconhecido em todo o seu valor. Isto é um dever do Estado de São Paulo e da sua Polícia Militar. Ele era o Patrono da Força Pública e até nos anos 50, sua foto estava no Almanaque dos Oficiais. Já é tempo de se retomar o seu papel de relevância, como herói paulista. Eloísa Maria Rocha Salvato.

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  14. João Marcos Carvalho5 de março de 2012 11:31

    Prezada Eloísa,
    Gostaria de saber mais sobre os filhos do general, Waldemar e Jandira. São eles que aparecem, já idosos, em uma das fotos acima durante visita ao obelisco?

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  15. João Marcos Carvalho5 de março de 2012 11:52

    Creio que nossa estimada Eloísa cometeu um engano com relação à data de nascimento do avô. Como informam os documentos postados acima, o gal. Salgado nasceu em 1º de julho de 1890. Ou seja, completaria 122 anos em 2012.

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  16. Não sei em que momento eu falei do seu centenário, com certeza não é esse ano e sim em 1990, quando meu irmão Cel. Elyseu Guilherme Salgado Rocha, comandou o desfile portando sua espada. Neste ano seria o centenário de seu casamento com minha avó Ophélia Acritelli Salgado. Sim os dois à frente são minha mãe Jandyra Salgado Rocha e meu tio Waldemar Marcondes Salgado. Os dois são falecidos. minha mãe se casou em 1933, com o então Ten. Guilherme Rocha, que foi o ajudante de ordens do General e seu maior admirador. Ele nos criou demonstrando a responsabilidade de ser Salgado. Meu pai teve uma carreira brilhante na Força Pública. Foi Chefe da casa Militar de Fernando Costa e do Embaixador Macedo Soares. No governo de Adhemar de Barros foi transferido para comandar o Batalhão de Batatais. Apesar de ter perdido uma posição de Secretário de Estado, não perdeu a garra e percebendo que o Batalhão deveria ir para Ribeirão Preto, enfrentou uma luta política e conseguiu a mudança. Participei da caravana de madrugada, dos caminhões transferindo o Batalhão. Anossa família enfrentava junto as lutas, inclusive minha avó D. Ophélia, que teve que s manter com uma pensão irrisória, que talvez hoje fosse R$10,00 e a casa que foi quitada mas não podia ser vendida. A nossa matriarca ficou viúva com 36 anos de idade e dois filhos, um de 19 e outra de 17 anos. Meu tio estava lutando na revolução, mas não pode seguir a carreira militar, por uma perfuração de tímpano. Por isso não me conformo o esquecimento do nome do meu avô. A morte dele foi tão traumatizante para a minha mãe, que só a ouvi contar depois que desenvolveu Alzheimer. As últimas palavras que falava aos 92 anos, era apontando o seu busto que estava em sua casa, dizendo PAPAI! Eloísa Maria Rocha Salvato.

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  17. João Marcos Carvalho6 de março de 2012 13:14

    Prezada Eloísa, agradeço por suas informações. E vamos lutar para que a História faça justiça à memória de seu avô.
    Abraços.

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  18. Obrigado Ricardo, pelas matérias e fotografias publicada, é um excelente trabalho. Eloísa, é uma honra ser descendente, a minha mãe ganhou umas fotos da minha tia avó, a foto é do meu bisavô Francisco Marcondes Salgado e a outra do seu avô. Eu nunca conheci a história dessa forma como estou conhecendo agora através desse blog e dos comentários, fico agradecido. Faremos que história prorrogue a cada dia.
    Damião Salgado.

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  19. por curiosidade procurei no google sobre a família Marcondes Salgado que é a família da minha mãe Irma Marcondes Salgado Bória que faleceu há 5 anos. Meu avô Luiz Marcondes Salgado era irmão do General Marcondes Salgado, sempre ficamos curiosos em conhecer melhor a história da família, apesar de minha mãe sempre contar algumas coisas de sua infancia e juventude. Ela nasceu em
    Saõ Bento do Sapucaí e estudou no colégio em Taubaté Bom Conselho,sua mãe se chamava Rafaela Marcondes Salgado, meus avós eram primos, como meus bisavós tambem. Minha mãe teve 7 filhos e todos nós nascemos em Saõ José dos Campos, ela foi professora e se aposentou acho que em 1977.meu pai era comerciante aqui na cidade, tinha uma ótica e relojaaria, já faleceu.todos nós residimos em Saõ José, só o meu irmão mais velho que é Comandante reformado da Marinha que reside atualmente em Nova Lima ( Belo Horizonte ).Achei bem legal a matéria,sendo que o único documento que possuo sobre o General Marcondes Salgado é um livro sobre a Revolução de 32, e lá fala um pouco sobre ele.Abraços Irma Salgado Bória de Oliveira

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    1. Sou neto de Davina Marcondes Salgado e o que me consta das historias de família minha avó era prima-irma do General, nascida em Pindamonhangaba

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  20. boa noite será que consta algum registro de armando stefani neto meu avo
    e orestes stefani neto meu pai?
    grato

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  21. Mais uma vez, parabéns pelo artigo e jamais deveremos esquecer o nosso passado, a nossa história, pois "Um povo que não souber a sua história não saberá enfretar os problemas do presente e não terá estratégia para o futuro".

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  22. Meus parabéns a todos, que estão se dedicando a tornar conhecida a biografia deste pindense e paulista ilustre, o General Júlio Marcondes Salgado, que foi um exemplo de oficial da Força Pública Paulista, e morreu para defender a todos nós, paulistas.
    Que esse herói do Estado de São Paulo seja lembrado sempre, com muito carinho!

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  23. Parabéns pelo lindo trabalho, sou Jornalista/radialista Zé luiz Varricchio, casado com Ana Maria Salgado Varricchio, sobrinha neta do saudoso e heróico General. Abçs.

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  24. Nestor Donizeti Marcondes Salgado, filho de Eneas Marcondes Salgado, irmão do Gal. Júlio Marcondes Salgado, fico feliz ter a internete ao nosso favor, onde podemos voltar no tempo e vêr quanto é importante a história dos antepassados, responsaveis pela nossa vida e como gratidão devemos nos doar e fazer o melhor de nós como retribuição., é um orgulho para mim ver as fotos de meus avós paternos Ana e Vitoriano Clementino Salgado.






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