segunda-feira, 16 de abril de 2012

Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo

Situado no Páteo do Colégio, o Monumento "Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo" consiste de um grande pedestal em granito cinza Mauá, de onde parte uma coluna em granito rosa polido. No alto, uma figura feminina em bronze representa a Cidade de São Paulo coroando seus fundadores. Na mão direita, traz uma tocha, símbolo de amor eterno e na esquerda um ramo de louros e uma foice, simbolizando a glória e o trabalho. A altura total do monumento é de 25,75m.

Nas quatro faces do pedestal baixo-relevos em bronze mostram aspectos dos primeiros tempos da vila: A catequese, destacando o trabalho do Padre Anchieta; a primeira missa, celebrada pelo Padre Manoel de Paiva em 25 de janeiro de 1554, dia da Conversão de São Paulo; a defesa da vila pelo cacique Tibiriçá; a embaixada de paz por Anchieta e Manoel da Nóbrega junto aos índios Tamoios.

O Estado de S. Paulo publicou, em 1909, o edital do concurso para a seleção do melhor projeto de um "Monumento Comemorativo da Fundação de São Paulo", que perpetuasse a memória da fundação e homenageasse Anchieta, Nóbrega e Tibiriçá. A comissão encarregada dos trabalhos era formada por figuras eminentes da sociedade paulistana, como Antonio Prado, M. A. Duarte de Azevedo, Júlio de Mesquita, Ramos de Azevedo, Adolpho Augusto Pinto, Cezar Lacerda Vergueiro e Eduardo Vergueiro de Lorena. Ao vencedor do concurso, o edital previa o pagamento de um prêmio de trinta contos de réis. Sete escultores inscreveram seus projetos: Correa Lima, Eduardo de Sá, E. Bertozzi, Nicolina Vaz de Assis, Amadeu Zani e a dupla Lorenzo Petrucci - Benedito Calixto. O projeto vencedor foi o do escultor de origem italiana Amadeu Zani (Canda, 1869 - Niterói, 1944) que foi a Roma executá-lo lá permanecendo entre 1911 e 1913.

As peças em bronze foram fundidas pela empresa Orestes Bongirolami, em Roma e em seguida remetidas ao Brasil. A revista A Cigarra, em sua edição de 21 de abril de 1915, publicava uma nota sobre o monumento, na qual o redator afirmava ter visto as peças, "através de enormes engradados, nos armazéns do Sr. C. P. Vianna, no Braz". Nesse armazém, as partes em bronze permaneceram durante muitos anos, para tristeza de Zani. Por decisão da Câmara Municipal, providenciou-se a implantação do monumento no centro do então largo do Palácio, em 1922, pondo fim a uma situação que se arrastava havia anos, à espera de reformas no alinhamento do Palácio do Governo, demolido posteriormente para dar lugar ao edifício ocupado pelo Museu Padre Anchieta. A cerimônia de inauguração ocorreu no dia 11 de junho de 1925.

(Fonte: DPH - Prefeitura de São Paulo)

Na imagem abaixo, o monumento com o Palácio do Governo ao fundo. O palácio foi demolido em 1953.

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3 comentários:

  1. Caro amigo Ricardo e uma pena a demolição desse
    palácio.
    abraço.
    Gonçalo

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  2. Carlos Vasconcelos25 de abril de 2012 17:19

    Por mais que se passe rotineiramente no Páteo do Colégio, impossível não experimentar, a cada vez, uma emoção. Há uma alma pulsando ali. A alma de São Paulo.

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  3. Há algo que o paulistano deveria saber sobre seus antepassados fundadores dessa cidade. O tratamento e o respeito dado ao índio era bem diferente daquele que os filmes americanos nos mostram. No momento da fundação da vila de São paulo de Piratininga, Segundo frei Gaspar Madre de Deus, brancos e indígenas dividiram o mesmo espaço. Em uma Extremidade o Colégio, ao centro as casas dos portugueses e na outra ponta do vilarejo, onde fica a rua São Bento, as ocas dos Guaianás. A explicação para isso está no fato de os portugueses considerarem as índias paulistas, as mulheres mais lindas do mundo ( Veja em " Diário de navegação de Pero Lopes de Sousa) e dessa forma casavam-se com elas e absorviam sua cultura. ( na igreja em cerimônia católica e em caráter definitivo)´. O nativo brasileiro foi respeitado como em nenhuma outra colonização. Segundo "Afrânio Peixoto", entre 1500 e 1660 a Coroa Portuguesa, baixou 61 decretos de proteção ao índio, com penas que chegavam a quem desrespeitasse, a fuzilamento por tiro de canhão.

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