sábado, 7 de julho de 2012

São Paulo, a máquina de guerra

Sem dúvida alguma, a maior realização paulista em 1932 foi a mobilização de toda a população do estado em torno de uma causa. Esta reunião de pessoas das mais diferentes camadas sociais, profissões, conhecimentos e qualidades distintas tornou possível realizar o que era considerado impossível: Organizar e treinar batalhões de voluntários para o combate, serviços de retaguarda, propaganda, transporte e logística, correio militar, hospitais e serviços médicos - tudo funcionando de forma a atender as demandas de um estado de guerra. Dentre as inúmeras façanhas da coesão paulista, a criação de nossas próprias armas de ataque e defesa é algo que estarrece quem pesquisa um pouco sobre o tema.

O neto de veterano, Mario Monteiro resolveu pesquisar a fundo e contar esta parte da história que até então era relativamente obscura quando comparada as outras narrativas sobre a revolução. Psicólogo, pastor evangélico, artista plástico, maquetista e miniaturista - Mario juntou em um livro, publicado por ele mesmo, o resultado de quinze anos de pesquisas sobre a engenharia bélica paulista. Não bastasse isso, montou miniaturas de cada um dos blindados que estudou. Estas miniaturas nos permitem ter uma visão em três dimensões de veículos que víamos apenas estampados nos livros em fotos preto-e-branco.

Elogiar o trabalho de um amigo publicamente é uma atitude suspeita. Assim sendo fotografei as miniaturas e trago o resultado nas imagens abaixo. Os leitores do blog poderão ter sua própria opinião a respeito do trabalho do Mario.

Os canhões de 75mm usados pelos paulistas.

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Maquete do Tanque Lança-Chamas do Tenente Saldanha da Gama.

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O veículo blindado batizado de "Piolhinho" que operou no Setor Leste.

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O blindado da Guarda Civil encomendado ás Oficinas Viúva Craig. Acabaram sendo empregados em patrulhas pela capital paulista coibindo a onda de saques e desordem insuflada por um grupo de comunistas que se aproveitavam do pequeno contingente de policiais na cidade.

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O blindado "Fantasma da Noite" que operou na cidade de Buri, no Setor Sul.

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Maquete do blindado entregue a Coluna Romão Gomes. A metralhadora "MP" no topo do carro espalhava terror nas tropas federais.

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A lancha blindada que operou no Rio Paranapanema.

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O gigante TB6, o "Fantasma da Morte" da Central do Brasil, obra prima da vontade paulista.

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Mario Monteiro, o pesquisador que recriou a máquina de guerra paulista.

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O livro de 115 páginas é fartamente ilustrado e traz plantas e desenhos técnicos de tanques, blindados, canhões, lança-minas, granadas e capacetes. Para adquirir um exemplar do "São Paulo, a máquina de guerra" escreva para prmarinho47@ig.com.br

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9 comentários:

  1. muito show!!!!!!!!!! parabens!!!!!! bom termos registros de tempos onde a tecnologia e a militaria andavam juntos no Brasil!!!!

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  2. trabalho primoroso de um eximio artista,mais um grande guardião da gloriosa epopeia paulista em 1932.Parabens.

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  3. Ficou perfeito.... Parabéns mesmo

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  4. São Paulo pode ter sido derrotado no campo de batalha,mas no campo da história é um vitorioso sem dúvida!!!
    VIVA SÃO PAULO!!!

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  5. onde posso encontrar este livro? muito obrigado. Tudo por São Paulo.

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  6. Este livro é muito bom, mostra o comprometimento e envolvimento de todos em pról da Revolução. Pavlistarvum Terra Mater.

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  7. Mandei um e-mail para eles, não me responderam faz 2 meses. Onde mais eu posso adiquirir o livro?

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  8. Que bacana !!! Capricho e dedicação !! Lindo trabalho !!

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