terça-feira, 4 de setembro de 2012

Exilados em 1932

Após a derrota no campo de batalha, alguns prisioneiros líderes da revolução e também paulistas anti-tenentistas foram conduzidos ao exílio-castigo em Portugal.

A edição da Revista da Semana de novembro de 1932 trouxe em suas páginas fotografias dos 70 brasileiros que foram enviados para o exílio a bordo do navio Pedro I. As imagens são uma oportunidade ímpar de conhecer o rosto de alguns dos líderes políticos e militares, mentores do Movimento Constitucionalista - nomes dos quais jamais deveríamos nos esquecer.

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1- General Bertholdo Klinger
2- General Isidoro Dias Lopes
3- General Luis Pereira de Vasconcellos
4- General Pantaleão Telles Ferreira
5- General J. Sotero de Menezes
6- General Firmino Antônio Borba
7- General Nepomuceno Costa
8- Coronel Euclydes de Figueiredo
9- Coronel Luis Lobo
10- Coronel Severiano Marques
11- Major Ivo Borges
12- Major Aristides Paes Brazil
13- Major Cyro Vidal
14- Major Joaquim de Aquino Correia
15- Major José Novaes
16- Capitão Othelo Ribeiro Franco
17- 1o Ten Joaquim de Mello Camarinha
18- Capitão Floriano Peixoto Keller
19- Capitão Oswaldo Ferreira de Carvalho
20- Capitão Sebastião Menna Barreto

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21- Sr. Casper Libero
22- Sr. Julio de Mesquita Filho
23- Sr. Joaquim de Abreu Sampaio Vidal
24- Sr. Mariano Gomes da Silva
25- 1o Ten Sebastião Mendes de Hollanda
26- 1o Ten Agildo Barata
27- Capitão Severino Ribeiro da Silva
28- 1o Ten Campos Christo
29- 1o Ten Carlos Tamoyo da Silva
30- 1o Ten Adaucto Pereira de Mello
31- 1o Ten Jose Figueiredo Lobo
32- Major da Força Pública Saldanha da Gama
33- Capitão Tulio Paes Leme
34- Capitão Rogerio de Albuquerque Lima
35- Capitão André de Souza Braga
36- Sr. Thyrso Martins
37- Sr. Francisco Morato
38- Sr. Manoel Pedro Villaboim
39- Sr. Sylvio de Campos
40- Sr. Altino Arantes

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41- Sr. Rodrigues Alves
42- Sr. Padua Salles
43- Sr. Guilherme de Almeida
44- Sr. Aureliano Leite
45- Sr. Austregesilo de Athayde
46- Sr. Franciso Mesquita
47- Sr. Cyrillo Junior
48- Sr. Francisco Junqueira
49- Sr. Ibrahim Nobre
50- Sr. Cesario Cunha
51- Sr. Antonio Pictecler
52- Sr. Antonio Pereira Lima
53- Sr. Virgilio Benevuto
54- Sr. Carlos de Souza Nazareth
55- Sr. Prudente de Moraes Netto
56- Sr. Paulo Duarte
57- Sr. Alvaro de Carvalho
58- Sr. Vivaldo Coaracy
59- Sr. Oswaldo Chateaubriand
60- Sr. Simões Filho

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61- Sr. Luiz Moreira de Freitas
62- Sr. Fonseca Telles
63- Sr. Waldemar Ferreira
64- Tenente Severino Sombra
65- Capitão Ondino de Almeida
66- Sr. Luis Toledo Piza Sobrinho
67- Sr. Theodomiro Santiago
68- Sr. Antonio Mendonça
69- Sr. Tito Pacheco
70- Sr. Levein Vampré

Abaixo vemos um distintivo da campanha pró-exilados e um distintivo do brasão paulista, feito em Portugal a pedido dos deportados.

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A passageira clandestina, por Guilherme de Almeida.

Não há mulheres a bordo? Há. Viaja consoco uma passageira clandestina, de volta a Portugal, seu país de origem.

Vive toda e sempre escondida. Nem a oficialidade, nem o pessoal de bordo, nem os agentes da polícia, que nos espiam, nem a escolta que nos...que nos inveja - ninguém, ninguém notou ainda a sua presença entre nós, na prisão flutuante.

E, no entanto ela está por toda a parte. E ela divide, a clandestina, por todos nós, o seu carinho santo, com a piedade generosa de uma irmã de caridade. Vai de cabine em cabine, de mesa em mesa, de pensamento em pensamento. Senta-se no beliche, maternalmente, à cabeceira daquele que a insônia atormenta, e repete o gesto antigo que cobriu, como uma asa, o nosso berço; apóia-se, como uma cruz suavíssima, ao ombro daquele que, sentado num rolo de cordas da popa, finge olhar o crepúsculo exangue; debruça-se sobre o que escreve ou lê, e conduz a mão sobre o papel, ou volta as páginas do livro...

Quando, ela veio de Portugal, era loira e leve: parecia a "velida" de Dom Diniz, a "bem talhada", a "delgada", a "muito alongada de gente", bailando "solo verde ramo frolido"...Mas aqui, nos trópicos americanos, queimou-se de sol e amolentou-se no balanço das redes e das palmas.

E eis, agora, regressa mais lânguida e mais humana a sua pátria...

Viaja conosco uma passageira clandestina de volta a Portugal, seu país de origem.

Ela é a saudade.

5 comentários:

  1. João Marcos Carvalho4 de setembro de 2012 12:03

    Maravilhosa lembrança. Mas há um engano. O 1º ten. Agildo Barata, apontado como sendo o da foto 26, é, na verdade , o data foto 29.

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  2. Ola Ricardo,boua noite.Parabens pelas fotos belas recorçoes.
    Eu ganhei um CANTIL DE ALUMINIO DA MARCA COURAÇADO,EU GOSTARIA DE SABER
    POR QUEN FOI USADO CONSTITUCIONALISTA OU LEGALISTA? se voce poder me enformar desdeja agradesso.
    GRANDE ABRASSO. Gonçalo

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  3. João Marcos Carvalho11 de setembro de 2012 10:12

    Peço desconsiderar a informação que dei acima informando haver um erro na identificação do 1º tenente Agildo Barata. Agildo é, realmente, o data foto
    26. O engano foi meu.
    Abraços.

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  4. Interessante relembrar o passado. No que se refere ao movimento de 32 existem ainda muitas contradições. E perdemos a revolução por uma série de interesses até hoje nebulosos. Um exemplo foi a divisão do alto comando militar. A frente norte agia sozinha, sob o comando da fpp, a frente leste pouco contato tinha com os demais setores e seu comandante não se dava com o gal Klinger. A frente sul, a mais estável, conseguiu manter um clima de coesão entre a oficialidade até o fim. Essa divisão entre o comando dos setores durante o movimento impediu a elaboração de estratégias em comum, o que muito prejudicou o sucesso da campanha. Outro exemplo a ser lembrado foi a falta de equipamentos. São Paulo já dispunha de bom parque industrial, e poderia ter produzido muito mais. Por questões políticas, porém, recusou o governo de São Paulo contratos com empresas privadas para a produção de material bélico (uma fundição ofereceu-se para produzir 1000 granadas de canhão krupp 75 por dia. O oferecimento foi recusado. Quando, em fins de setembro, o governo compreendeu que a partida não poderia ser resolvida politicamente, tentou fechar o contrato, mas era tarde demais.), ficando toda a produção restrita à escola Politécnica, ao IPT, e mais 20 ou 25 empresas mobilizadas e que pertenciam a pessoas conhecidas dos responsáveis pelo movimento. Daí a falta de munições que tanto abalo causou a nossa gente. Isso para não falar em desvios de material, fato muito bem retratado por Samuel Baccarat em seu "Capacetes de aço". O próprio coronel Herculano estava ciente a respeito desses problemas o que pesou, consideravelmente, em sua decisão em fins de setembro daquele fatídico ano. No mais, ótimo blog. Saudações.

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