segunda-feira, 22 de julho de 2013

Capacete Tropa de Choque da Força Pública - Batalhão Tobias de Aguiar

Trago hoje para os amantes de capacetes militares, como eu - mais uma pérola do passado de São Paulo: Um capacete Tropa de Choque da Força Pública do Batalhão Tobias de Aguiar do início dos anos 60. O capacete é do mesmo modelo apresentado neste post, que possui as iniciais PM.

O detalhe interessante deste capacete é que sua pintura e decal foram reconstruídos por um restaurador a partir dos vestígios que foram encontrados embaixo de algumas camadas de tinta preta - que eram aplicadas conforme as mudanças de regulamento de uniformes e das mudanças que transformaram a Força Pública em Polícia Militar. O resultado final da restauração é primoroso e traz de volta ao presente um fragmento importante da história de São Paulo e da PMESP.

Em julho de 1960  a CPA (Companhia de Policiamento Auxiliar), tropa especializada formada por homens selecionados por suas habilidades intelectuais, físicas e perfil psicológico, que agiam com firmeza, educação e polidez, passou a ser uma das Companhias do Batalhão Tobias de Aguiar - sendo esta tropa o embrião da Tropa de Choque da Polícia Militar. No passado este efetivo foi empregado em numerosas missões perigosas como o levante de presos da Ilha Anchieta e na contenção de inúmeros distúrbios ocorridos em São Paulo no final dos anos 1960. A CPA era dividida em três companhias: A 1a Cia atuava junto ao DOPS (Delegacia de Ordem Política e Social), a 2a Cia se tornou a ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e a 3a CPA operava com o Canil.

A Tropa de Choque do 1o B.P. era equipada com viaturas blindadas para o transporte de tropas, os "Tatús" e com os famosos "Brucutus". Abaixo algumas fotos emblemáticas deste período da nossa história, a primeira delas mostra a tropa formada no páteo ao lado do DOPS no Largo General Osório. Uma foto tirada no mesmo local, com a mesma tropa pode ser vista aqui.

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Abaixo uma foto da Tropa de Choque da Força Pública fazendo a escolta da Taça Jules Rimet pela cidade de São Paulo. Anos depois ela seria roubada da sede da C.B.F. no Rio de Janeiro e lamentavelmente derretida para se comercializar o ouro com que era feita.

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Abaixo uma versão do capacete da Tropa de Choque já sem as letras FP e sem o brasão do Batalhão. Posteriormente seriam aplicadas as letras PM neste tipo de capacete.

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O Brasão de Armas do 1o Batalhão "Tobias de Aguiar" foi criado pelo Decreto 20.986 de 1o de dezembro de 1951 e traz um escudo bicudo em estilo francês esquartelado, em homenagem ao fundador da milícia paulista.

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Abreu
Em goles (vermelho), que simboliza a audácia, grandeza e espírito de luta, cinco asas de águia em santor que é o símbolo da rapidez nas expedições militares, em ouro que simboliza o explendor, a soberania e a constância.

Aguirre
Em ouro com duas faixas diminuídas que simboliza o cinto do cavaleiro, abaixo destas, três flores-de-lis de goles (vermelho), na parte inferior, um escudo em fundo branco que é a simbologia da pureza e do ideal, uma águia em sable (negro) e a direita outras três faixas em sinople (verde) que é a simbologia da vitória, honra e civilidade.

Leme
Em ouro, cinco merletas em santor que simboliza a indicação dos inimigos vencidos em batalhas, em sable (negro) que é a simbologia da simplicidade, sabedoria, ciências e honestidade.

Aguiar
Em ouro, uma águia de goles (vermelho) e membrana de negro, que é a simbologia do poder, da vitória e da prosperidade, o que identifica o apelido dos AGUIARES e do 1º Batalhão de Choque "TOBIAS DE AGUIAR".

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Algumas versões do distintivo bordado do Batalhão Tobias de Aguiar.

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Agradeço ao Coronel Paulo Adriano Telhada, autor do livro "Quartel da Luz, Mansão da Rota" por esclarecimentos a respeito das origens do Batalhão.

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