sábado, 6 de julho de 2013

Defesa minada da Barra de Santos

Chegou em minhas mãos recentemente um excelente conjunto de fotos do sistema de defesa minada da Barra de Santos durante a Revolução de 32. São imagens que mostram todo o trabalho de colocação de gigantescas minas marítimas com o intuíto de evitar um desembarque de tropas federais nas praias da costa santista - o que facilitaria a tomada da capital paulista. A C.I.D.T. - Comissão Inspetora das Delegacias Técnicas entrou em ação fabricando as minas, uma vez que São Paulo não dispunha deste tipo de artefato bélico, e depois cuidou do seu posicionamento na Barra de Santos em frente a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, na Ilha de Santo Amaro - Município de Guarujá.

Na foto abaixo vemos o posicionamento dos detonadores em uma das minas.

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Um guindaste foi usado pela Cia. Docas de Santos para erguer as minas e as bases de concreto.

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Funcionários da Cia. Docas de Santos ajudavam na operação, coordenados pelos engenheiros da C.I.D.T.

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Os cascos e os cofres foram executados pela Casa Cyclope em um rítmo de produção de três minas por dia.

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Na Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, o posto de comando e nas imediações o posto de fogo. Eram ligados ao comando do batalhão em Santos por meio de cabos telefônicos submersos.

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O Forte de Barra foi erguido a partir de 1584 após o ataque do pirata inglês Edward Fenton a Santos. Durante a Revolução de 32, aquartelou a 3ª Companhia do Batalhão de Engenharia de Santos, servindo como Posto Angular (Posto de Paralaxes) e recebeu aparelhos telefônicos a fim de manter comunicação constante entre a defesa minada e os Oficiais Engenheiros que as comandavam.

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Em uma das guaritas da fortaleza, assim como em pontos estratégicos do canal, foram instaladas baterias acumuladoras para a detonação das minas.

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(fonte: São Paulo, a máquina de guerra - Mario Monteiro)

4 comentários:

  1. João Marcos Carvalho6 de julho de 2013 12:46

    Estas fotos são mais uma contribuição valiosa do Blog à história da Revolução de 1932, o que faz dele o mais importante acervo fotográfico do Movimento à disposição da população.
    Parabéns Ricardo!

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  2. Olá Ricardo.
    Parabéns pela obtenção destas fotos. Conheço o autor desta reportagem e há algum tempo venho tentando contato com seus descendentes para que possamos identificar personagens desta ação, que até hoje ainda não tiveram seus rostos revelados. Gostaria de analisar este material pessoalmente. Seria possível?
    Um abraço!

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  3. Meu avô Joaquim Gomes, foi admitido em 02/07/1932 para trabalhar como operador nas Docas de Santos. Também procuro mais informações e tenho a carteira profissional com o registro, se quiserem uma cópia, me procurem. Christiane Peixoto. Email.... Chpassini@hotmail.com

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