sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Centenário da Aviação Militar Paulista

Neste ano a aviação militar paulista completa seu primeiro centenário. Para comemorar este importante marco na história de São Paulo, trago abaixo um pouco desta história e também algumas fotos inéditas da nossa aviação durante a Revolução de 1932, vindas de um álbum muito especial. Mostro também fotos com as diferentes pinturas usadas pelo GRPAe em suas aeronaves, além das insígnias de cada uma das bases do grupamento espalhadas pelo Estado de São Paulo. Tenho certeza que os leitores do blog vão gostar de ver cada uma dessas imagens!

Agradeço ao Ten Cel PM Galdino Viera da Silva Neto - Sub Comandante do GRPAe, Ten Cel PM Edson Luís Gaspar - Comandante Interino do GRPAe, e ao Cel PM Ricardo Gambaroni - Comandante do GRPAe pela costumeira colaboração com o blog!

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A aviação paulista tem suas origens no início do Século passado quando o Presidente do Estado de São Paulo Francisco de Paula Rodrigues Alves, sancionou em 17 de dezembro de 1913 a Lei No 1395-A que criava a Escola de Aviação da Força Pública no Campo do Guapira na Zona Norte de São Paulo, sendo responsáveis pelo curso os aviadores Edú Chaves e Cícero Marques, brevetados na França. Após o ímpeto inicial, a escola de aviação enfrentava enormes dificuldades técnicas e os aparelhos ficavam no solo por falta de manutenção e equipamentos agravada ainda mais por conta da 1a Guerra Mundial.

Na imagem a seguir vemos o avião São Paulo, projetado, construído e voado pela FPSP entre 1925 e 1930.

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Enfim em 1920 a escola foi transferida para o Campo de Marte também na Zona Norte e lá com uma infra estrutura adequada e sob a instrução de Orton William Hoover a aviação militar paulista entrava em uma nova fase. Em 1927 a história ganhou uma célebre página com o vôo do hidroavião Jahú que marcou a terceira travessia aérea do Atlântico Sul, a primeira da história sem escalas. A tripulação do Jahú era composta por João Ribeiro de Barros (piloto civil), 1o Tenente Aviador João Negrão (Força Pública de São Paulo), Capitão Newton Braga (piloto observador do Exército) e Vasco Cinquini (piloto-mecânico civil).

Hangar Tenente Chantre, no Campo de Marte - final da década de 20.

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Chegada do "Jahú" na Represa de Santo Amaro em 1927.

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Extinta após a Revolução de 1930, quando São Paulo foi sistematicamente desarmado, as asas paulistas voltaram a se abrir em 1932 quando o Governador Pedro de Toledo cria através do Decreto No 5590 de 15 de Julho de 1932 o GMAP - Grupo Misto de Aviação da Força Pública. Durante os poucos meses de luta o GMAP efetuou inúmeras missões de reconhecimento e ataque em praticamente todos os setores da luta.

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Major-Brigadeiro Lysias Augusto Rodrigues no Campo de Marte.

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O rudimentar abastecimento das aeronaves durante a revolução.

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O Governador Pedro de Toledo em visita ao Campo de Marte.

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General Klinger e Governador Pedro de Toledo.

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Equipe de pilotos e mecânicos da Força Pública de São Paulo no Campo de Marte.

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Décadas depois após sua segunda extinção, mais precisamente no ano de 1983, ocorriam na cidade de São Paulo manifestações públicas e protestos com depredações e saques a estabelecimentos comerciais além de um considerável aumento dos índices criminais. Com dificuldades para controlar a situação e com poucos meios disponíveis, a Polícia Militar contou com helicópteros a fim de ajudar no restabelecimento da ordem pública e na diminuição da criminalidade. Imediatamente o Governo do Estado, reconhecendo a eficiência do uso desse equipamento, resolveu adquirir dois aparelhos sendo um para a Polícia Militar. Em 15 de agosto de 1984 foi entregue a primeira aeronave: O "Águia 01", ou Águia Uno e assim foi criado o Grupamento de Radiopatrulha Aérea. Em 1995, a Unidade passou a denominar-se "Grupamento de Radiopatrulha Aérea João Negrão", em homenagem ao oficial da antiga Força Pública membro da tripulação do Jahú. (Fonte: http://www.pilotopolicial.com.br)

Abaixo as diferentes pinturas e aronaves utilizadas pelo GRPAe.

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Atualmente o GRPAe operam em 11 bases espalhadas pelo Estado de São Paulo, com aproximadamente 23 aeronaves de asas rotativas e 4 aeronaves de asas fixas, sendo a maior unidade do gênero na América Latina, no Hemisfério Sul e uma das 15 maiores de todo o mundo. Em 2012 o GRPAe ultrapassou a marca de 25 mil missões realizadas em todo o Estado em todas as áreas de atuação da Polícia Militar.

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Insígnias do GRPAe. A águia representa o Comandante do grupamento.

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Ao longo dos últimos três anos e meio fizemos algumas matérias relacionadas a aviação militar paulista. Abaixo uma série de links com acesso a cada uma delas:

Águias Paulistas, o Grupamento de Radiopatrulha Aérea
Aeronaves usadas pela Aviação Paulista em 1932
Mario Machado Bittencourt - O Herói da Ilha da Moela no Guarujá
78 anos da morte de Mario Machado Bittencourt e José Angelo Gomes Ribeiro
O avião WACO CSO no Museu da TAM
O hidroavião Jahú no Museu da TAM
Brevês da aviação militar brasileira
Mais insígnias da aviação paulista
Mais brevês da aviação militar brasileira
Lembranças do vôo do Jahú
Lembranças do vôo do Jahú - Parte II
Salvo-conduto de um dos tripulantes do Jahú

5 comentários:

  1. Belíssimo artigo, como sempre, Ricardo.
    Agradeço em nome do GRPAe a atenção e a lembrança dessa data tão importante para a aviação brasileira, particularmente a paulista.
    Ten Cel GALDINO, Subcomandante do GRPAe.

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  2. GRUPAMENTO ÁGUIA " ANJOS QUE CRUZAM OS CÉUS SALVANDO VIDAS DIOTURNAMENTE".

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  3. "Por São Paulo" - à memória do Heróis com muito respeito e qualidade. Parabéns

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  4. Um orgulho muito grande fazer parte desse acontecimento. Obrigada pelo artigo rico, repleto de detalhes, a altura da grandeza do evento.

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