segunda-feira, 2 de junho de 2014

Lembrança da Batalha de Victorino Carmillo

Trago hoje aos leitores do blog uma bela foto que ganhei de presente de um grande amigo, uma foto bastante significativa por conta do que vai escrito atrás dela: "Grupo tirado após o assalto em Victorino Carmillo, em que os paranaenses foram obrigados a retirarem-se. Lembrança do Jorge. Itapetininga 21.08.1932".

A Batalha de Victorino Carmillo, também conhecida como a "Segunda Batalha de Buri" ocorreu entre os dias 15 e 16 de agosto de 1932 e nela tomaram parte aproximadamente 6 mil homens comandados pelo General Waldomiro Lima (8o R.I. de Passo Fundo, 13o B.C. de Ponta Grossa e 13o B.C. de Santa Catarina) contra pouco mais de 1000 paulistas comandados pelo CEL. Christiano Klingenhoefer (6o B.C.R., 2o R.I. 9 de Julho, 9o B.C.R., 1o B.C.R., 7o B.C. e elementos do Esquadrão de Cavalaria Jardim). Após uma barragem de mais de mil tiros de artilharia disparados pelos governistas, o combate segue intenso com ataques e contra-ataques ao longo de infernais 48 horas e a estação ferroviária de Victorino Carmillo muda de donos diversas vezes. No final deste período, uma carga de baionetas dos gaúchos e catarinenses acabou por romper as defesas paulistas que acabaram retirando-se para Ligiana e abandonando a estação após sua heróica defesa.

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Hoje no local onde deveria existir um monumento aos que tombaram naquele combate existe apenas mato - o que é absolutamente normal em um país sem memória como o nosso.

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Trilhos correm ao lado do matagal onde ficava a estação de Victorino Carmillo em direção a Buri.

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2 comentários:

  1. Tive três tios-avôs que lutaram nessa batalha no que foi chamado "Batalhão Tietê", pessoal incorporado na 2ª Cia do 6º BCR. Um deles nem tinha idade de lutar, estava com 17 anos na época. Ele se alistou naquela euforia de adolescente, depois de um discurso inflamado do Plínio Rodrigues de Moraes na cidade... arrependeu-se depois mas, meu bisavô, ao saber disso, mandou-o forçado para o combate, acompanhado por um rapaz de confiança do meu bisavô (como guarda-costas). Uma história que os que combateram com ele contavam (meu tio não gostava de falar sobre isso) é que, no calor da batalha, ele acertou o que achava que era um oficial, pois trajava um poncho grande e avançava com um revólver na mão. Depois disso meu tio foi apelidado de "capa-preta", por causa desse fato. Todos os meus tios sobreviveram ao combate.

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  2. O Batalhão Floriano Peixoto Participou desta Batalha? Tem algum sobrevivente desse batalhão? Em que batalhas/combates se envolveu esse batalhão? Tem alguma foto desse batalhão em plena batalha? Preciso pois procuro mais informações sobre o homem chamado de Orlando de Moraes Féria e o Elias Zaidan. Obrigado.

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