quarta-feira, 4 de junho de 2014

São Paulo, 1924

Muita gente me pergunta qual a diferença entre as revoluções de 1924 e 1932, que torna uma tão esquecida e a outra tão celebrada? A resposta está em quatro letras: POVO. Em 1924 o povo apenas assistiu a uma revolta militar entregue a domicílio na porta de suas casas, sendo duramente bombardeado e massacrado. Já em 1932 o povo teve papel de destaque no levante contra a ditadura e os maus tratos a São Paulo. Em 1924 os revoltosos e a dura repressão legalista causaram a destruição de bairros inteiros de São Paulo, justamente por levar a luta armada a locais densamente habitados - Dias de pavor, segundo Aureliano Leite, ou ainda, A Verdun Paulista segundo Benito Serpa.

É justamente sobre estes tenebrosos dias de julho de 24 que o escritor Celso Luiz Pinho trata em seu novo livro "São Paulo, 1924". Celso, autor de "1932 - O túnel da discórdia", realizou uma pesquisa em diversas fontes disponíveis e escreveu sem tomar partido de nenhum lado dessa história - e é justamente isso que torna seu livro uma leitura interessante e cativante. As marcas da revolução estão até hoje cravadas na cidade e Celso procurou detalhes sobre elas nos bairros onde moramos, trabalhamos e transitamos diariamente e o resultado dessa pesquisa é fascinante para quem gosta de história!! O livro está disponível pela Editora Gregory www.editoragregory.com.br

O blog vai sortear gratuitamente três exemplares aos leitores que nos enviarem um email com um pequeno texto contando qual na sua opinião, é o personagem mais marcante na Revolução de 1924. O sorteio será no dia 20 de junho, assim os contemplados comemorarão o dia cinco lendo o livro!! Participe!! Emails para tudoporsp1932@gmail.com

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2 comentários:

  1. João Marcos Carvalho8 de junho de 2014 11:30

    Embora a revolta tenentista de 5 de julho de 1924 seja rica em personagens e personalidades marcantes, entendo que João Cabanas, então 1º tenente da Força Pública paulista, foi uma figura emblemática e heroica daquele sangrento. Além de destemido e sagaz, Cabanas foi uma liderança nata; um homem que se forjou combatente absoluto no calor da batalha. Foi um soldado na acepção máxima da palavra. Comandou com mãos de ferro pelotões valentes e decididos. Foi o grande responsável por guarnecer, com eficiência, a retirada segura dos rebeldes da cidade de São Paulo rumo ao interior brasileiro, onde as forças rebeladas se transformaram em 1ª Divisão Revolucionária, passando para história com o nome de Coluna Prestes. No comando da Coluna da Morte, que antecedeu a Grande Marcha, Cabanas se tornou legendário. Utilizando-se de ardis que combinavam táticas militares que ele mesmo inventou, somadas à cenas teatrais, ludibriou o inimigo e deu um nó nas forças que o perseguiam. Brilhante e arguto, não tergiversou na manutenção da disciplina: sem constrangimentos, fuzilou subordinados que se desviavam da conduta revolucionária. Por razões que historiografia ainda não apurou devidamente, Cabanas não participou da Grande Marcha da Coluna Prestes, onde, certamente, seria um dos oficias mais destacados. Por tudo isso considerado João Cabanas a grande personalidade do segundo levante tenentista de 1924.

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    1. Ótima opção. Parabéns pela indicação. Durante minhas pesquisas, tive a oportunidade de conhecer familiares de João Cabanas. Foi uma experiência bem gratificante.

      Celso Pinho

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