sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Casal paulista de 1932

Esta talvez seja a mais bela foto que possuo no meu acervo: O voluntário com o capacete de aço, a jovem com um olhar digno mas entristecido, a imagem de Nossa Senhora na mesa e o cachorrinho no colo. É possível ainda notar as alianças de ferro (mais largas que as de ouro) usadas pelo casal. A imagem me traz a memória alguns versos do poema Moeda Paulista de Guilherme de Almeida:

Ela, que vem na mão dos que se amaram,
Vale esse instante, que não teve fim,
em que dois sonhos juntos se ajoelharam,
quando a felicidade disse :”SIM”.

Vale o que vale a união de duas vidas,
que riram e choraram a uma só voz
e, simbolicamente desunidas,
vão rolar desgraçadamente sós.

Vale a grande renúncia derradeira
das mãos que acariciaram maternais,
o menino que vai para a trincheira,
e que talvez… talvez não volte mais…


 photo Scan0001_zps15f7bee0.jpg

2 comentários:

  1. Parabéns Ricardo, pela foto e um exenplo para os dias de hoje.
    Grande abraço Gonçalo

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  2. João Marcos Carvalho21 de janeiro de 2015 22:14

    Nota-se pelas insígnias no ombro do militar que se trata de um primeiro tenente voluntário.

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